Arquivo de agosto de 2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O que os olhos não veem o coração sente?

“Uma vez Vinicius de Moraes chegou depois de longa temporada diplomática nos Estados Unidos. Havia batido um longo papo com Louis Armstrong. No bar Michel, nas primeiras horas da noite, ainda portanto com pouco combustível na cuca, a ilustre orquestra não demorou a formar-se. Instrumentos invisíveis foram sendo distribuídos entre Sérgio Porto, Vinicius, Fernando Sabino, José Sanz, Lúcio Rangel, Sílvio Túlio Cardoso. Eram o saxofone, o piano, o contrabaixo, o trompete, o trombone, a bateria.
Não me deram nada e tive que ficar de espectador. Mas valeu a pena. A orquestra tocou por mais de duas horas, alheada das mulheres bonitas que entravam e até esquecida de renovar os copos. A certa altura, Sérgio pediu a Vinicius que trocassem de instrumento, ele queria o piano, ficasse o poeta com o saxofone. Feito. Só que os dois, compenetrados e desligados, trocaram de lugar efetivamente, como se diante da cadeira de Vinicius estivessem de fato as teclas de um piano. Foi a jam session mais surrealista da história do jazz.”

Trecho de Meu Amigo Sérgio Porto, perfil escrito por Paulo Mendes Campos

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Necessidades básicas

Inspiração é tão vital quanto respiração e transpiração?

A partir do rap Algo Necessário,  do Ekundayo
Para ouvi-lo, clique aqui

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Por que não criticar a crítica?

“Ir na contramão do senso comum e das normas estabelecidas é característica de todo pensamento crítico. Mas quando se trata de avaliar iniciativas que, justamente, atuam ou pelo menos se declaram à contracorrente do ‘sistema’, parece que o sentido crítico se dilui, temeroso de ser apontado como cúmplice desse mesmo sistema que deseja combater. É como se estivéssemos numa conjuntura de polarização ideológica simplificadora, que suspeitasse de todo comportamento diferente da adesão incondicional a uma causa – o que é, evidentemente, o túmulo da crítica. Parece que é o que vem acontecendo na atual polêmica em torno da Mídia Ninja e do coletivo Fora do Eixo, sobretudo a partir da entrevista de seus respectivos líderes ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Nas redes sociais, o desempenho de ambos foi imediatamente comemorado – eles teriam ‘jantado’ experientes jornalistas, muitos dos quais insistiam em indagar sobre a origem dos recursos que mantinham aquelas atividades, aparentemente interessados em identificar alguma falcatrua –, mas logo que começaram a surgir graves denúncias contra o grupo a situação se alterou, e houve mesmo quem falasse na ‘armadilha’ que representava participar de um programa como aquele, num canal comandado pelo tucanato. (…)
Na noite de segunda-feira (12/8), uma manifestação em frente ao Palácio Guanabara acabou em violência. A Mídia Ninja transmitiu em quatro links. ‘Caralho, galera! Vai dar merda, hein? Bomba de gás, spray de pimenta! Caralho, galera!’, era como um dos rapazes transmitia. A galera, naturalmente, só podia intuir o motivo de tudo aquilo. Dentro do palácio, após audiência com o vice-governador, um grupo de professores da rede estadual, em greve desde quinta-feira (8/8), resolveu ficar. Acabou expulso pelos policiais. Um dos ninjas estava lá. ‘Tá meio tenso, mas tá tudo bem. (…) Estão jogando pedra aqui dentro, aparentemente…’ No meio da gritaria, sobressai a voz de uma mulher, mais exaltada. ‘Tá empurrando por que, cara? Não empurra! Larga ela! A violência começa de vocês! Covarde! Co-var-de!’, e logo a seguir o coro: ‘Fas-cis-ta! Fas-cis-ta’. E o ninja: ‘Estão batendo aqui nos professores, aqui no Palácio da Guanabara (…), Mídia Ninja apanhando, policiais batendo no Mídia Ninja, estão empurrando a gente aqui, Mídia Ninja apanhando, sendo expulsa…’ O trecho do vídeo foi divulgado no Facebook, mas as imagens não permitem ver nada além de um tumulto, que não se entende por que começou. É assim, entre exclamações de espanto e protestos, que se constrói a narrativa ‘independente’. Afinal, o que se passa? Tumulto, agressões, violência – mas por quê? Explicar o que acontece parece dispensável. Basta mostrar e excitar-se, para excitar e provocar uma indignação difusa em quem vê. Pensando bem, quem diz que as narrativas da Mídia Ninja não são jornalismo tem razão. Não são mesmo. Aquele ‘J’ do acrônimo, o que faz ali?”

Trecho de Uma crítica à contracorrente, artigo de Sylvia Debossan Moretzsohn

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O bambambã das coberturas

“Uma vez fui a um festival de bandas de metal da Baratos Afins e o Luiz Calanca me apresentou pra um cabeludo de um dos grupos, dizendo ‘o Alex vai cobrir o show’. E o cara: ‘Você trabalha com LONAS?'”

Do jornalista Alex Antunes

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ainda que viver dure muito, sempre nos parecerá pouco?

“Somos um instante.”

Inscrição num muro de São Paulo

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Snoopy Buarque de Hollanda?

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quando o príncipe vira sapo

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pelo jeito, morrerei pobre…

“Jeff Bezos, Michael Bloomberg e Warren Buffett – será que é preciso ter sobrenome começando com B para ser multimilionário?”

Trecho de Gênesis online, artigo de Lee Siegel 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Hei de conseguir um habeas corpus?

“Quando eu chego eu me enredo
Nas tramas do teu desejo
Nas tranças do teu segredo
Nas cordas do teu cabelo”

Trechos de Desenredo, canção de Dori Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro
Interpretada por Dori

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Um puta negócio

Do blog fala, fí
(clique na imagem para ampliá-la)
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